top of page

Propinoduto: As ameaças ao saneamento básico no Brasil

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Como a Aegea, maior empresa privada do setor, cresceu à base de corrupção, financeirização e captura do Estado? Por que a justiça ainda mantém o processo em sigilo, violando o princípio da transparência? Reestatização deve ser pauta central na área…


Publicado 06/03/2026




Nesta terça-feira (03/03), o Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS) protocolou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) petição solicitando acesso integral aos acordos de colaboração premiada e de leniência firmados por executivos da Aegea, maior empresa privada de saneamento do país, relativos a práticas sistemáticas de corrupção. A petição, distribuída ao ministro Raul Araújo Filho, fundamenta-se no direito constitucional de acesso à informação, no interesse público coletivo e na necessidade de controle social sobre serviços essenciais. Trata-se de uma iniciativa que coloca a sociedade civil organizada no centro da disputa pela transparência e pela integridade das políticas públicas de saneamento.

O pedido ocorre após a reportagem dos repórteres Graciliano Rocha e Eduardo Militão, publicada pelo UOL em 12 de fevereiro último, revelar que executivos da Aegea, entre os quais se destacam Hamilton Amadeo (ex-CEO) e Santiago Crespo (então diretor de relações com o mercado), admitiram em acordos com o Ministério Público Federal o pagamento pela Aegea de R$ 63 milhões em propinas a agentes públicos entre 2010 e 2018 para obter e manter concessões de água e esgoto em seis estados e vinte municípios. Neste processo, a Aegea concordou em pagar uma multa milionária no valor de R$ 439 milhões à União em quinze parcelas anuais corrigidas pelo IPCA a partir de 2021.

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


bottom of page