Diretor do JPS da ABES/DF quer aproximar os jovens dos profissionais experientes
- 20 de abr.
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Diretor JPS (Jovens Profissionais de Saneamento) da ABES/DF, o engenheiro ambiental Matheus Almeida Ferreira, 30 anos, com mestrado em tratamento de água para consumo humano e atualmente cursando o doutorado na UnB, fala sobre seus planos de trabalho para 2026.

Matheus atua no saneamento ambiental, com experiência em tratamento de água para consumo humano, tratamento de efluentes domésticos e monitoramento da qualidade de águas superficiais. Trabalhou no Ministério das Cidades, no Sinisa Água e Esgoto, e no Ministério da Saúde, com atuação no Vigiágua e em emergências climáticas. Está fazendo doutorado na UnB.
Matheus quer transformar o planejamento em um material visual para ser publicado nas redes e para isso já criou um perfil no Instagram (@jps.df. abes). “Queremos tornar o planejamento público, num formato mais atrativo, focando nos cursos, capacitação e eventos”.
Matheus avalia que a pequena participação dos jovens engenheiros tanto na ABES quanto no JPS é um problema nacional: “faltam voluntários e diretores e há dificuldade para conectar os profissionais já consolidados que estão na ABES com os jovens, porque a ABES não é muito presente nas universidades”. Ele apresentou a ABES e o JPS na aula inaugural da UNB, como uma ponte entre profissionais experientes e quem está começando. “O Programa JPS tem como objetivos formar lideranças, criar networking e oferecer capacitação e acho que há bastante interesse entre os jovens. Abrimos formulário de inscrição para o JPS há duas semanas e já temos 75 inscrições”, disse.
Entre as propostas indicadas no planejamento do ano estão um curso sobre aplicativo de geoprocessamento, um workshop sobre o Novo Marco Legal de Saneamento, entre outros temas, e visitas técnicas. “Nesse primeiro ano nosso propósito é oferecer alguns cursos de capacitação e visitas técnicas. A ideia é convidar um profissional experiente para dar um aula antes das visitas; é muito importante o pessoal mais novo ter contato com quem já atua profissionalmente”. explicou.
Matheus lembra que para ser voluntário do JPS não precisa ser associados da ABES, mas a ideia é mostrar que vale a pena se associar. “Depois das primeiras atividades vamos pensar estratégias para que o pessoal se associe, como, por exemplo, redução de valor de inscrições em eventos e sorteio de inscrição entre quem se associar.
Aproximação
Matheus não teve contato com o JPS durante a graduação e só veio a conhecer o programa por meio da Thais, que foi a diretora do JPS na gestão anterior. Posteriormente, conheceu o Ernani no Ministério das Cidades e durante o Congresso da ABES em Brasília foi convidado a assumir a diretoria na nova diretoria.
Como Matheus irá fazer um doutorado sanduiche na Noruega a partir de junho, ele convidou o colega Vitor Alexsander Oliveira Silva, que estudou com ele na UnB e tem doutorado pela Unicamp em resíduos sólidos, para assumir o JPS com ele, para não prejudicar as ações previstas para o ano. “Estou bem empolgado para começar a andar de fato e proporcionar o contato dos estudantes com o pessoal mais experiente ainda na graduação, que é enriquecedor profissionalmente”.




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