CPI do Rio Melchior cobra modernização da gestão de resíduos e aponta riscos ambientais no DF
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Comissão aponta riscos na destinação de efluentes que afetam o rio
28.nov.2025 - 10:10 Brasília (DF) Brunna Ramos Brasil de Fato

Relatório final da CPI do Rio Melchior será votado em dezembro
| Crédito: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF
A 17ª reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Rio Melchior, realizada na quinta-feira (27), consolidou um retrato crítico da gestão de resíduos sólidos no Distrito Federal e apresentou caminhos concretos para reverter o quadro de poluição que atinge a bacia hidrográfica.
A reunião na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) foi decisiva para a elaboração do relatório final ao aprofundar diagnósticos sobre a poluição do rio, cobrar modernização da gestão de resíduos e ouvir especialistas da autarquia paulista referência no reaproveitamento do lixo e recuperação ambiental.
“Nós temos uma produção de 2,5 toneladas diárias de lixo, que mandamos quase 99% para o aterro sanitário, sem nenhum tipo de recuperação, sem participação efetiva da população e sem conscientização da sociedade”, criticou o relator da CPI Iolando Almeida (MDB-DF). O parlamentar reforçou que o DF precisa adotar práticas modernas, como as já implementadas em grandes centros urbanos.
Reaproveitamento de resíduos
Representantes da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo (SP Regula) apresentaram o modelo de gestão de resíduos, hoje considerado um dos mais avançados do país.
O superintendente de contratos de delegação, Maurício Cruz, destacou a mudança de compreensão sobre o lixo. “Lixo não é um passivo ambiental, é um ativo econômico. Nós temos que mudar esse conceito de que lixo é um problema. O lixo pode ser uma solução econômica”, afirmou.
Entre os pontos mais elogiados do sistema paulista está o aproveitamento energético: o gás metano gerado nos aterros é usado como combustível para caminhões de coleta, enquanto no DF ele é apenas queimado.
Outro destaque foi a modernização dos contratos de concessão, que remunera empresas conforme o índice de reaproveitamento e não pelo simples descarte em aterro. “O que mais vale na remuneração das concessionárias é a recuperação do lixo, não simplesmente o despejo no aterro sanitário”, explicou Cruz.




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