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ABES/DF repudia novo ataque ao patrimônio público do Distrito Federal

  • há 4 horas
  • 1 min de leitura

A seção DF da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES/DF) repudia a solução adotada pelo GDF para cobrir o rombo do BRB, causado por transações altamente suspeitas envolvendo o Banco Master, recentemente liquidado pelo Banco Central.

A cessão de nove áreas públicas para cobrir o rombo calculado em R$ 6,6 bilhões, por meio do projeto do Governo Distrital aprovado na Câmara Legislativa no último dia 3 de março, configura um movimento de alto risco para a segurança hídrica do DF, com a inclusão, entre os imóveis liberados, de gleba de 716 hectares na Serrinha do Paranoá. Uma área que possui mais de 100 nascentes, que formam nove córregos que abastecem o Lago Paranoá, constituindo-se no manancial hídrico mais importante do DF.

Como o projeto aprovado prevê a possibilidade de venda da área, há um risco enorme de destruição desse manancial pela pressão imobiliária, o que aponta para um cenário sombrio para o futuro de abastecimento de água no DF. Sintomaticamente, até mesmo a sede da CAESB, empresa responsável pela produção e distribuição de água no DF, também está entre os imóveis cedidos ao BRB, demonstrando total descompromisso com o futuro do Distrito Federal, que historicamente já sofre com carência hídrica. Não custa lembrar que o racionamento imposto a toda a população do DF em 2017 revelou a gravidade de uma realidade de escassez hídrica, que pode se tornar permanente com a inclusão da Serrinha do Paranoá no projeto para capitalizar o BRB. Trata-se, na verdade de um segundo ataque ao patrimônio público do DF.

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