ABES/DF participará da normatização do uso do CDR U

O professor da UNB Paulo Celso dos Reis (PC), tendo como suplente o Pedro Duarte, irá representar a ABES no Grupo de Trabalho criado pelo Conselho do Meio Ambiente do Distrito Federal (Conam/DF) para estudar e apresentar ao plenário minuta de resolução para o licenciamento ambiental para coprocessamento de resíduos em fornos de clínquer.


A utilização do combustível derivado de resíduos (CDR ) já acontece em pequenas quantidades em Brasília, graças ao licenciamento ambiental obtido há alguns anos pelas duas cimenteiras que operam aqui. Segundo Paulo Celso dos Reis, “vamos poder normatizar para expandir essa produção, considerando que a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) pretende utilizar até 55% de combustíveis alternativos nos altos fornos até 2050, substituindo o coque de petróleo e o carvão mineral”.

Atualmente o percentual de CDR usado pelas cimenteiras é de cerca de 12%, basicamente formado por pneus e aparas da indústria, sendo mínimo o uso do CDR u, que é o combustível derivado de resíduos urbanos.


PC lembra que o uso do CDR reduz a emissão de gás metano nos aterros e de gases de feito estufa gerados na queima do coque de petróleo e do carvão mineral. Ele cita outro benefício, que é a incorporação no próprio clínquer das cinzas produzidas no processamento.


“É um processo que reduz os impactos ambientais porque quando entra no forno, o CDR é transformado em energia térmica, não elétrica, ou seja, 90% são transformados em calor e o restante, formado pelas cinzas, é incorporado”, explica PC, que participou diretamente das primeiras experiências de uso de CDR U pelas cimenteiras quando foi diretor do SLU.


Composição

Além da ABES/DF, irão participar do GT as secretarias distritais do Meio Ambiente (Sema), de Saúde (SES),de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri), de Desenvolvimento Econômico (SDE), Instituto Brasília Ambiental (bram), Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb),Federação da Agricultura e Pecuária (Fape), Ordem dos Advogados do Brasil/DF (OAB), Federação das Indústrias (Fibra) e Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon).