Presidente da ABES defende eleições e estado democrático de direito


O presidente reeleito da ABES Nacional, Alceu Guérios Bittencourt, defendeu, em seu discurso de posse no novo mandato, no último dia 25 de julho, o estado democrático de direito e as eleições gerais, afirmando que é preciso desestimular ações de incentivo à violência e de ameaça à ordem e que “a Abes e a comunidade científica têm papel a desempenhar nessa defesa”.


Guérios elogiou o sistema eleitoral brasileiro, “que vem sendo testado e aperfeiçoado ao longo de décadas”, e disse que a entidade irá procurar conhecer e divulgar as propostas dos candidatos federais e estaduais para o setor de saneamento.


Ao fazer um rápido balanço da última gestão, Guérios citou as dificuldades causadas pela pandemia, mas destacou as várias iniciativas de geração de conhecimento realizadas, como o Congresso de Curitiba, as duas edições da WaterWeek, o Silubesa, o Seminário Internacional de Mudanças Climáticas e o de Gestão de Perdas e Eficiência Energética, os seminários nacionais de resíduos sólidos e Saneamento Rural, bem como os seminários regionais, os diversos ciclos do ABES Conecta e as três edições do Prêmio Nacional da Qualidade do Saneamento. Ele também mencionou a plataforma de capacitação UniAbes, as câmaras temáticas e o programa Jovens Profissionais de Saneamento (JPS) como ações importantes no mandato que se encerrou. Guérios frisou que o compromisso da nova gestão é continuar a atuação em todas essas frentes, buscando sempre ampliar as formas de participação e de atuação para os associados.


Guérios ressaltou que a pandemia mostrou de modo dramático o problema da má distribuição de renda e lembrou que a universalização do saneamento significa atender as pessoas que moram nas piores condições. Ele criticou as tentativas de desestruturar as companhias estaduais e municipais que prestam um serviço eficiente e afirmou que as outorgas provenientes de leilões de saneamento precisam ser vinculadas ao setor e aplicadas de acordo com programa estruturado de intervenções “para financiar ações não recuperáveis e não para servir de chamariz para que gestores promovam leilões, atraídos por dinheiro fácil para ser gasto em outras áreas”. Segundo ele, leilão “não é a opção única e frequentemente não é a melhor”. Ele defende correções no novo marco do saneamento, para encontrar soluções mais negociadas e menos coercitivas para não desorganizar o setor e deixar áreas sem atendimento.


Para acessar a íntegra do discurso de Alceu Guérios, clique em https://www.youtube.com/watch?v=FslpDIAFywA