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Lixo mal separado é risco para as águas subterrâneas do DF

  • 30 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Vida útil do Aterro Sanitário de Brasília, criado para substituir o Lixão da Estrutural, está sendo reduzida por causa da contaminação de resíduos recicláveis por orgânicos. Especialista alerta que poluição pode atingir o lençol freático


Por Eduardo Pinho, Correio Braziliense

postado em 30/09/2025



Caminhões e tratores movimentam o lixo enviado para o Aterro Sanitário de Brasília: há grande perda de recicláveis - (crédito: Breno Fortes/CB/D.A Press)



Da forma como é operado atualmente, o Aterro Sanitário de Brasília (ASB), criado para substituir o Lixão da Estrutural, fechado em 2018, não garante a segurança das águas subterrâneas no Distrito Federal. Há risco de poluição do lençol freático devido ao descarte de resíduos contaminados, a exemplo do que aconteceu no Setor Habitacional Santa Luzia, na Cidade Estrutural, como mostrou a primeira reportagem da série O direito à água, publicada pelo Correio no último dia 17.


O alerta é da pesquisadora Vanessa Cruvinel, mestre em ciências da saúde e doutora em saúde coletiva pela Universidade de Brasília (UnB), que atua na região da Estrutural desde 2012 e, em 2017, coordenou o diagnóstico epidemiológico que embasou políticas de saúde e inclusão social para a transição dos trabalhadores do Lixão para os Centros de Triagem de Resíduos (CTRs).


A professora lembra que, à época, a desativação do Lixão da Estrutural, determinada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), foi considerada um marco inédito no Brasil, pois combinou o encerramento do maior aterro a céu aberto da América Latina com um processo de inclusão social e acompanhamento de saúde dos trabalhadores.

"Diferentemente de outros estados, o Governo do Distrito Federal não apenas construiu o ASB para receber os resíduos, como também, em parceria com a UnB, realizou um diagnóstico epidemiológico de cerca de 1,2 mil catadores, oferecendo atendimento médico e programas de saúde", relata Vanessa.


Os trabalhadores foram organizados em cooperativas e transferidos para CTRs com infraestrutura adequada, contratos formais e apoio para garantir renda. "Essa articulação de políticas de saneamento, saúde pública e inclusão produtiva tornou o fechamento do lixão um exemplo pioneiro de transição socialmente responsável no país. Isso foi único no mundo, do ponto de vista da saúde pública", ressalta a pesquisadora.


Para ler a reportagem completa, clique aqui




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